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Estreia da coluna Vida Saudável, onde vamos compartilhar dicas de qualidade de vida e bem estar. Sempre com a carinha do Bonequices: resgatando o simples, o prazer no cotidiano, para aproveitar as coisas boas da vida.

O primeiro artigo vem de uma colaboradora muito especial, a chef Mônica Souza. Veja quanta dica boa nesse artigo em clima de bate-papo. Aproveite!

Ouvi contar por aí que em alguns países da Europa as vendas de mesas estão caindo vertiginosamente. Lá, as pessoas andam preferindo comer sentadas no sofá, na frente da TV, ou na bancada da cozinha, sozinhos. A mesa de jantar só é usada umas 2 vezes por ano, talvez no natal e ano novo.

Se a gente perguntar para as pessoas da nossa convivência, veremos que por aqui não é muito diferente. Não é preciso nem te contar que, além de detonar a saúde, fazer refeições em casa dessa forma também mina os relacionamentos familiares. Vivemos na era da falta de tempo. Corremos o dia todo, chegamos em casa cansados e não queremos mais trabalho. Cada membro da família tem uma agenda cheia (sim, até mesmo as crianças pequenas), com atividades sem fim e pouco tempo um para o outro. E ainda temos o computador, o tablet, o smartphone ou aquele joguinho viciante que a gente não pode largar. Uma das consequências dessa falta de tempo foi o fim das refeições em família. Aquele momento em que todos se reúnem, contam como foi o dia, trocam ideias, falam da vida.

Comer junto a outras pessoas é um comportamento ancestral. Assim como cozinhar o próprio alimento. Foi a partir da possibilidade de cozinhar que o nosso cérebro evoluiu. Primeiro porque aproveitamos melhor os nutrientes dos alimentos dessa forma. Com este melhor aproveitamento, nosso cérebro se desenvolveu. Segundo, porque mastigar e digerir alimentos crus era demorado, e, com o alimento cozido, nossos ancestrais ganharam mais tempo para interagir com os outros e desenvolver novos hábitos culturais.

Existem vários estudos científicos (chatos de ler, então eu resumo para você!), que provam que crianças que se alimentam junto com os pais, tendem a ter uma alimentação mais saudável, consumindo mais frutas, legumes e verduras. As crianças costumam repetir os hábitos dos pais, e, se esses têm uma alimentação saudável, é provável que seus filhos copiem seus modelos.
Não basta apenas sentar-se à mesa em família. É importante fazer esse momento se tornar o mais desejado do dia. Criar um ambiente tranquilo, de conversa calma, sem brigas e reclamações, pode ajudar muito no desenvolvimento emocional das crianças. A troca de experiências, o falar sobre o dia, contar as histórias vividas, são oportunidades bacanas para educar.

 

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• Escolher 1 refeição do dia em que todos estejam presentes. É bem provável que o jantar seja o melhor momento, porque durante o dia é comum que os pais não estejam em casa.

• Se a comida for preparada na hora, envolva as crianças neste ato. Cada um colabora de alguma forma, ajudando a por a mesa, ou preparando alguma parte da refeição (mesmo as crianças pequenas podem participar, por exemplo, ajudando a acrescentar algum ingrediente ao preparo, com supervisão de um adulto).

• Não precisa ser um jantar formal, pode ser um lanche. O menu é o que menos importa, desde que estejam todos juntos e compartilhando com alegria o momento.

• Evite os assuntos mais áridos, que podem gerar discussões mais acaloradas. Se eles surgirem, procure dar algum tipo de resposta tranquila, e sugira outro momento para dar continuidade ao assunto (e não deixe de retomar o tema!).

• Aproveite as refeições em grupo para melhorar os hábitos alimentares da família toda. É muito comum que haja alguma discussão sobre as preferências das crianças – “não quero comer isso”, “não gosto daquilo”. Incentive seus filhos a experimentar, mas procure não gerar estresse. Negocie, mas seja firme. Provar uma coisa nova por dia, por exemplo. Tudo leva tempo. Não é de uma hora pra outra que as crianças vão melhorar seus hábitos alimentares.

• Muito importante: Televisão, celulares e computadores/tablets não estão convidados para o jantar!

E então, vamos começar? Pense com carinho sobre como será a sua refeição em família hoje. Depois volte aqui e deixe um comentário nos contando como foi.

monica-souza-chef1Mônica Souza é chef de cozinha e acredita que todos podem e devem se tornar mestre cucas em casa. É contra comida de caixinha e adora mostrar pra todo mundo a relação entre cozinha, bem-estar e vida saudável.
Saiba mais: www.cozinhaconsciente.com.br

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